433 - A COLHEITA ALÉM

Cai a semente no bom frescor, é semeada sim no calor;
É semeada na viração, é semeada na escuridão.
Oh! qual há de ser além, a ceifa do mal ou bem?

Sempre lançada com força ou langor,
Com ousadia com medo e tremor;
Já ou nos dias do certo porvir messe bendita e gloriosa tem de vir!

Sobre os rochedos irá murchar, ou nas estradas se esperdiçar;
Entre os espinhos vai se perder, ou nas campinas há de crescer.
Oh! qual há de ser além, a ceifa do mal ou bem?

Sempre lançada com força ou langor,
Com ousadia com medo e tremor;
Já ou nos dias do certo porvir messe bendita e gloriosa tem de vir!

Há sementeira pois de amargor, há de remorso e de negro horror;
Há de vergonha e de confusão há de miséria e de perdição.
Oh! qual há de ser além, a ceifa do mal ou bem?

Sempre lançada com força ou langor,
Com ousadia com medo e tremor;
Já ou nos dias do certo porvir messe bendita e gloriosa tem de vir!

Vale-me Tu grande Semeador, faz prosperar todo o meu labor;
Quero servir-Te meu Rei Jesus, quero contigo ceifar em luz.
Oh! qual há de ser além, a ceifa do mal ou bem?

Sempre lançada com força ou langor,
Com ousadia com medo e tremor;
Já ou nos dias do certo porvir messe bendita e gloriosa tem de vir!

Philip Paul Bliss (1838-1876)
Emily S. Oakey (1829-1883)