509 - VEREI MEU REDENTOR

Finda a lida terreal quando já do rio além,
Nessa vida tão gloriosa me encontrar,
Sei que lá meu Redentor, finalmente eu hei de ver.
E com hinos de louvor hei de O saudar.

Hei de ver meu Redentor, redimido junto dEle eu hei de estar;
Hei de ver meu Salvador, os sinais dos cravos hei de contemplar.

Oh que enlêvo divinal: o Seu rosto a contemplar,
Desde a aurora desse dia perenal,
Como então meu coração haverá de O exaltar
Pela graça e compaixão celestial!

Hei de ver meu Redentor, redimido junto dEle eu hei de estar;
Hei de ver meu Salvador, os sinais dos cravos hei de contemplar.

Nessa pátria de esplendor, hei de amigos encontrar,
Meus irmãos em Cristo lá hei de rever,
Mas primeiro que os irmãos, quando ali no céu chegar
Meu Jesus é quem eu mais anseio ver.

Hei de ver meu Redentor, redimido junto dEle eu hei de estar;
Hei de ver meu Salvador, os sinais dos cravos hei de contemplar.

Pelas portas de Sião, com as vestes a brilhar,
Onde a noite e o pranto nunca chegarão,
Lá no lindo céu de luz, há de Cristo me guiar
E mui perto sim eu hei de ve-Lo então!

Hei de ver meu Redentor, redimido junto dEle eu hei de estar;
Hei de ver meu Salvador, os sinais dos cravos hei de contemplar.

Anônimo
Benjamim Rufino Duarte (1874-1942)